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Travessia Petrópolis – Teresópolis

A Travessia Petrópolis – Teresópolis é um dos percursos com as mais belas paisagens do Brasil. Com cerca de 30 quilômetros de extensão e localizada no Parque Nacional Serra dos Órgãos (no coração da Mata Atlântica), essa travessia conta vistas e obstáculos de tirar o fôlego!

Só em 2014 o parque recebeu mais de 200 mil visitantes, entre turistas e escaladores (já que abriga a Big Wall, maior paredão de escalada do Brasil e segundo maior paredão de granito do planeta). A duração da travessia pode variar de alguns dias ou até mesmo algumas horas (para os atletas bem preparados). Decidimos fazer o percurso de 30 quilômetros em 3 dias, e listamos para vocês os principais pontos/vistas ao longo da travessia e as dicas para quem deseja realizá-la.

Dia 1

  • Saída: Portaria do Parque Nacional Serra dos Órgãos em Petrópolis.
  • Distância: 7 km
  • Tempo Estimado: 7 horas de subida até o ponto de parada da primeira noite, o Abrigo Açu, no Castelo do Açu.
  • Trilha com subida forte, em mata fechada até a Pedra do Queijo. Saímos da portaria em Petrópolis com 1.100 metros de altitude, e chegamos em 2.200 metros já na primeira noite.
  • Principais pontos:
    • Gruta do Presidente: Em homenagem ao criador do parque, Getúlio Vargas.
    • Cachoeira Véu da noiva
Cachoeira Véu de Noiva, no trecho que liga a portaria do Parque Nacional Serra dos Órgãos ao Abrigo Açu (primeira noite).
Cachoeira Véu de Noiva, no trecho que liga a portaria do Parque Nacional Serra dos Órgãos ao Abrigo Açu (parada da primeira noite).
    • Pedra do Queijo
    • Pedra do Ajax
    • Isabeloca: Trecho íngreme mais intenso e cansativo de subida até os Castelos do Açu. Nome em homenagem a Princesa Isabel, que supostamente visitava o local.
    • Chapadão
Chapadão
Chapadão, no primeiro dia de travessia.
    • Cruzeiro: Local para ver o pôr do Sol, próximo aos Castelos do Açu
    • Castelos do Açu: Onde está localizado o Abrigo Açu. De lá temos uma vista incrível do Rio de Janeiro, da Baía de Guanabara e do “mar”de montanhas. Estrutura do abrigo: área de camping, cozinha e banheiros para banho (mediante pagamento no site do Parnaso), mas estava interditado (Abril/2015).
Final do Isabeloca, trecho mais difícil e cansativo do primeiro dia de travessia.
Chegada aos Castelos do Açu e fim do chapadão.
Chegada ao Castelo do Açu. Ao fundo, a Pedra da Tartaruga
Chegada ao Castelo do Açu. Ao fundo, a Pedra da Tartaruga
Abrigo do Açu
Abrigo do Açu

Pôr-do-Sol e vista da cidade do Rio de Janeiro, final do primeiro dia de travessia.
Pôr do Sol e vista da cidade do Rio de Janeiro, final do primeiro dia de travessia.

Dia 2

  • Saída: Abrigo do Açu em direção ao Abrigo 4, na Pedra do Sino
  • Distância: 8 km
  • Tempo Estimado: 9  horas, por ser um trecho mais técnico que demanda muita determinação e energia a cada obstáculo.
  • Alcançados os 2.000 metros, é hora de apreciar a paisagem nessa altitude média, onde atravessamos cerca de oito vales com subidas e descidas pesadas.
  • Principais pontos:
    • Morro do Marco
    • Garrafão
    • Big Wall: Via de escalada considerada como uma das mais difíceis do Brasil.
    • Dedo de Deus: Considerado o marco inicial da escalada no país.
Pedra do Garrafão e Dedo de Deus.
Pedra do Garrafão e Dedo de Deus.
    • Vale da Luva
    • Morro da Luva
    • Subida do Elevador: Um dos pontos mais esperados da travessia, o Elevador é na verdade uma escada é de ferro com cerca de 50 metros de altura que exige certa habilidade e equilíbrio para passar com as mochilas e chegar até o pico da Pedra do Dinossauro.
Elevador, escada de ferro com 50m de altura que leva ao pico da Pedra do Dinossauro. Segundo dia de travessia.
Elevador, escada de ferro com 50m de altura que leva ao pico da Pedra do Dinossauro. Segundo dia de travessia.
    • Lajão
    • Vale das Antas
    • Vale dos Duendes
    • Dorso da Baleia
    • Vale do Eco
Vale do Eco
Vale do Eco. Segundo dia de travessia.
    • Pedra do Cavalinho: Ponto mais esperado da travessia, a Pedra do Cavalinho recebeu esse nome por ser uma pedra na vertical onde há a necessidade de “montá-la” como se fosse um cavalo. O objetivo é contornar a Pedra do Sino.
Pedra do Cavalinho
Pedra do Cavalinho vista de cima. Segundo dia de Travessia.
Pedra do Cavalinho vista de baixo
Pedra do Cavalinho vista de baixo. Segundo dia de travessia.
    • Vale da morte
    • Pedra do Sino: visão 360º, ponto alto da travessia com uma vista incrível em dias claros.
Pôr-do-Sol visto do pico da Pedra do Sino.
Pôr do Sol visto do pico da Pedra do Sino. Final do segundo dia de travessia.
    • Abrigo 4, o mais antigo abrigo de montanha dessa travessia. O abrigo está localizado em menor altitude comparada aos Castelos do Açu, local da primeira noite, e não possui a bela vista noturna e ao amanhecer que tivemos por lá.
Abrigo 4, na Pedra do Sino. último dia de travessia.
Abrigo 4, na Pedra do Sino. último dia de travessia.

Dia 3

  • Saída: Abrigo 4 na Pedra do Sino com direção a portaria da sede em Teresópolis.
  • Distância: 12 km
  • Tempo Estimado: 4  horas, trecho de descida mais esperado por parte do grupo, e mais rápido, mas que requer muita atenção, já que o cansaço dos dois últimos dias estava prevalecendo.
  • Principais pontos:
    • Cachoeira do Papel
    • Cachoeira Véu de Noiva
Cachoeira Véu de Noiva (2)
Cachoeira Véu de Noiva
    • Barragem
    • Ruínas do Abrigo 1
Ruínas do Abrigo 1, no último dia de travessia.
Ruínas do Abrigo 1, no último dia de travessia.
Ruínas do Abrigo 1, no último dia de travessia.
Ruínas do Abrigo 1, no último dia de travessia.

Dicas para quem deseja fazer a travessia:

  • Adquira os ingressos de entrada do parque antecipadamente, assim como as reservas para a área de camping, e uso das cozinhas e banheiros dos abrigos. Use o site oficial do Parque Nacional Serra dos Órgãos http://parnaso.tur.br.
  • O parque permite entrada até às 22 horas.
  • Prepare sua mochila de acordo com o peso que você consegue carregar confortavelmente. Lembre-se de que você ficará durante boa parte do dia subindo e descendo pedras e ladeiras. Leve apenas o necessário de roupas (se prepare para o frio do fim de tarde e durante a noite, principalmente se for acampar), comidas (lanches e comida para jantar em quantidade suficiente para os três dias), e acessórios (lanterna, fogareiro e talheres (caso não for usar a cozinha dos abrigos)).
  • Encontre um guia confiável e com referências. Nosso guia foi o Geovane Rento, que já fez a travessia mais de 300 vezes. Para os interessados, solicite o contato dele enviando um e-mail pra gente!

E aí, vai arriscar?!

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